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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Equipe Wii Brasil e os leitores selecionam seus favoritos para o ano

Que ano!

Sim: 2011 não foi exatamente um período de extrema fartura para os consoles Nintendo. O DS, já cansado após sete anos no mercado, mostrou seus primeiros sinais de fraqueza com uma line-up breve, apesar de sólida. O Wii, por sua vez, passou oficialmente de sucesso estrondoso para decepção pela incosistência resultante de erros de todos os envolvidos.

Mas veio o 3DS para tornar o 3D realmente acessível pela primeira vez, com uma line-up de estreia que pode ser considerada uma das melhores de todas - afinal, não é toda plataforma que ganha umMario Kart, um Mario 3D inédito, uma remasterização do excelenteStar Fox 64 e a versão definitiva de um dos mais amados Zeldas em seus primeiros nove meses. E o que o Wii e o DS não viram em quantidade, viram em qualidade em 2011. No portátil, os novosPokémon fizeram uma pequena revolução na série, enquanto Ghost Trick e 999 surpreenderam o mundo com engenhosidade. Kirby também não brincou em serviço, tomando rumos novos em Mass Attack e em seguida aperfeiçoando suas técnicas antigas em Return to Dream Land. E Rayman Origins e Lost in Shadow, que provaram que o gênero plataforma ainda é capaz de oferecer experiências diferenciadas? Claro: também tivemos um Zelda novo... O que não é pouca coisa.

Olhamos agora então para o que passou de melhor em 2011, na esperança de que 2012 venha com ainda mais força!



Infelizmente ofuscado. A Ubisoft errou, de certa forma, ao lançarRayman Origins em novembro, o mês no qual tivemos um número significativo de lançamentos de franquias renomadas, conhecidas por excelentes vendas e que fizeram jus às suas reputações. Entretanto, ter sido ofuscado, não significa que o brilho aqui não exista.

Caso você tenha a oportunidade de jogar este jogo de plataforma, verá que o brilho desta obra de Michel Ancel se intensifica a cada progresso pelos dez mundos ricos em level design e arte gráfica, a cada fada libertada, a cada recolhimento de lums, enfim, todo um caminho que perpassa um enredo descompromissado em Glade of Dreams, uma trilha sonora imponente, um multiplayer que diverte, um Electoon conseguido aqui, outro ali, sempre de forma diferenciada...Rayman Origins certamente alia desafio e diversão de forma única, contínua e, qualitativamente, foi um grande destaque no ano de 2011.


Um jogo que se sobressaia no Wii, mas que não seja de uma das franquias renomadas da Nintendo. Difícil. Entretanto, a Monolith Soft, liderada pelo designer, diretor e produtor Tetsuya Takahashi, propiciou, através de um jogo da série Xeno, um diferencial a mais para o Wii em seu catálogo de títulos.

Aclamado pelos japoneses como o melhor JRPG da geração até o momento, Xenoblade Chronicles tem como grande atrativo o seu mundo vivo, diversificado e gigantesco, desafiando os limites do console de mesa atual da Nintendo. Mesmo assim, se fosse só isto, seria pouco. Porém, ele ainda conta com um sistema de batalha que prima pelo uso de comandos estratégicos, por meio de símbolos denominados "arts", as quais possibilitam diferenciadas técnicas, desde ataques simples, passando por magias bem elaboradas.

Além disto, para complementar, temos uma série imensa de conteúdo, condizente com a escala homérica de seu mundo. Itens diferenciados pelo caminho, customizações diversas, sistema próprio de conquistas são outros exemplos das qualidades deste JRPG. Para complementar, há personagens cativantes, inseridos numa trama envolvente e repleta de surpresas. Xenoblade chegará às Américas em 2012, após pressão dos fãs. Entretanto, pelo seu lançamento europeu e receptivadade bastante positiva, certamente foi um destaque no ano de 2011, mesmo em meio a um contexto controverso entre filiais da Nintendo.


Zelda é uma série muitas vezes criticada por supostamente ser conservadora e uma estrutura que não se altera desde Ocarina of Time. "Entrar em dungeons, pegar itens e matar o chefe": embora não esteja incorreta (mesmo que Skyward Sword não respeite mais essas convenções), essa definição ignora toda a sagacidade do intricado design de níveis que poucos jogos exibem, mas que Zeldamantém como uma característica constante.

Skyward Sword, contudo, vai além. Esse é um jogo que prova que controles por movimento podem ser não apenas tão fáceis, mas também tão naturais quanto um pressionar de botões. Nada parece forçado ou fora de contexo. Seu sistema de combate, especialmente, é tão bem elaborado que nos faz pensar como passamos tanto tempo apenas esmagando teclas. Há algo especial em acertar um Lizalfo no ângulo exato logo depois de a criatura ter mostrado a língua para você.

A mais nova aventura de Link não tem ambições cinematográficas, alta definição ou dublagem, mas faz algo a que deveríamos dar mais valor: é simplesmente divertido de ser jogado. Não é exagero dizer que esse é o produto de um ciclo de desenvolvimento de vinte e cinco anos. Não sabemos o que a Nintendo prepara da série para o 3DS e o Wii U, mas o prognóstico não poderia ser melhor.

Outras menções feitas pela Equipe durante a votação, em ordem decrescente de posições no ranking final: Kirby's Return to Dream Land; Lost in Shadow; Go Vacation; de Blob 2.

A escolha dos leitores foi The Legend of Zelda: Skyward Sword. Confira o gráfico com todos os votos clicando aqui ou abaixo:





Todo console da Nintendo, desde a época do SNES, obrigatoriamente deve ter em seu catálogo um jogo da série Mario Kart. Sendo atualmente a franquia de jogos de corrida mais rentável entre as existentes, a Nintendo reafirmou, com Mario Kart 7, o quão um título da série pode reunir diversão e trazer mudanças dentro da medida certa, sendo um destaque entre os jogos lançados para 3DS em 2011.

As novidades mais visíveis são relacionadas às transformações que o seu kart oferece e as influências que isto pode ter numa corrida. Um planador quando está nas alturas ou o surgimento de uma turbina quando se está submerso em água são mudanças que fazem diferença, conforme se desenrolam as disputas nos distintos e originais percursos nas diversas competições dentro do universo da franquia. Customização dos veículos deu uma pluralidade considerável e, complementado com um balanceamento dos itens, fez de Mario Kart 7 um jogo da série bem equilibrado. Claro que ainda há aqueles momentos que farão você passar raiva, seja offline ou online, devido ao que os itens podem lhe proporcionar, mas Mario Kart é isso: vitória e derrota, todavia com diversão, usando de forma otimizada os recursos inatos do 3DS.


Chega a ser repetitivo tornar a falar o que os produtores de Super Mario 3D land diziam durante o desenvolvimento do jogo: é um Mario3D que se joga como 2D. Clichê ou não, a frase descrita é a melhor definição do título - uma transição fluida entre os dois Marios que até então teimavam em se manter distintos.

É inteligentemente planejado não só para que veteranos esbocem um sorriso ao depender do sucessivo apertar de botões para se elevar dentro da água ou não quicar gritando de dor ao cair na lava, como também para agradar novatos enquanto planam inconsequentemente com o rabo do Tanooki em 8 direções num pequeno diorama. É um título que veio em boa hora - aproveita com maestria o novo hardware da Nintendo e encaminha futuros jogos na direção certa de como utilizar o 3D.


Como melhorar ainda mais um jogo que ostenta o título, mesmo que com poucas contestações, de “perfeito”? Provavelmente este foi o desafio dos desenvolvedores da pequena Grezzo ao ter a honra de moldar, juntamente à Nintendo, Ocarina of Time 3D. Claro que o jogo mostra alguns sinais de velhice, oriundas de suas origens, no Nintendo 64. Entretanto, quando vemos OoT 3D em ação, percebemos os méritos provenientes de seu level design como a maior riqueza e que faz um fã zerá-lo mais uma vez.

Visualmente o jogo recebeu um polimento considerável, apesar de alguns personagens ainda estarem com aquela estrutura “quadrada” oriunda do Nintendo 64, tanto que ficam diferentes ao lado de um Link quase que totalmente remodelado. Os ambientes receberam um jogo de cores mais acentuado, dando uma vivacidade maior ao título. Houve benefícios também como a movimentação de câmera em primeira pessoa por meio do “sensor de movimentos” do portátil e o acesso mais funcional aos itens e ao mapa do jogo. Além disto, houve conteúdos adicionais, como a inserção da desafiadora Master Quest e do Boss Challenge permitindo até batalhas seqüenciais contra os chefes vistos no jogo. São poucos os jogos que conseguem passar a barreira do tempo e ainda impor a sua excelência em tempos atuais. Esta obra-prima de Shigeru Miyamoto é um desses exemplos.

Outras menções feitas pela Equipe durante a votação, em ordem decrescente de posições no ranking final: Star Fox 64 3D; Dead or Alive: Dimensions; Super Street Fighter IV: 3D Edition; Pokémon Rumble Blast e Resident Evil: The Mercenaries 3D; Samurai Warriors: Chronicles.

A escolha dos leitores foi Super Mario 3D Land. Confira o gráfico com todos os votos clicando aqui ou abaixo:




A série Layton adquiriu fama pelos intrigantes mistérios desvendados por um sistema de exploração inspirado em Ace Attorney, porém recheado de inteligentes quebra-cabeças. Uma fórmula de sucesso simples, mas que tende a desgastar com o tempo. The Last Specterangaria o que a franquia tem de melhor, e faz o possível para fugir desta sina ao se renovar, sem involuir.

Servindo de "prequela", a até então última aventura do professor conta com diversos personagens novos, confabulando um enredo maior do que os já vistos. Decidido a consertar um dos maiores contras da série, os fatores durabilidade/replay, a Level-5 também completou a obra com diversos coletáveis, os tradicionais puzzles semanais e um RPG ambicioso desenvolvido pela Brownie Brown, configurando este como um dos melhores jogos do DS em 2011.


Mesmo com um público alvo restrito, Ghost Trick foi uma das grandes surpresas para o Nintendo DS em 2011. Lançado no começo de janeiro, a trama rica e sólida que envolvia o, até então, morto Sissel cativara um grupo específico de fãs.

Mistérios consoantes a uma jogabilidade que envolvia o uso do espírito do protagonista para fazer diversas ações, tendo como principal foco impedir, em quatro minutos, por meio de conexões de objetos pelos ambientes, a morte de algum ser importante para o enredo ditavam os acontecimentos numa noite onde a morte pregava truques.

Personagens cativantes num rico trabalho de arte gráfica e sonora foram outros destaques desta obra de Shu Takumi no portátil mais rentável da Nintendo de todos os tempos. Quem não se rendeu ao carisma do adorável Missile?


Pokémon não é uma série conhecida por revolucionar ou mudar sua própria estrutura e Black e White não muda isso. Os jogos são o resultado de uma década e meia de refino de uma fórmula tão eficiente que não parece ter data de validade.

Aqui, a Game Freak prova que a sua maior qualidade reside em fazer pequenos ajustes que parecem irrelevantes, mas que ajudam a construir uma experiência ao mesmo tempo nostálgica e nova. Coisas como o C-Gear e o Dream World, batalhas triplas e rotatórias, demonstram a sagacidade da desenvolvedora. Quem se importa se esse é um hardware de sete anos? A Game Freak Certamente não.

Outras menções feitas pela Equipe durante a votação, em ordem decrescente de posições no ranking final: Kirby Mass Attack;Radiant Historia; Okamiden; 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors; Solatorobo: Red the Hunter.

A escolha dos leitores foi Pokémon Black e White. Confira o gráfico com todos os votos clicando aqui ou abaixo:





O terceiro jogo da série Mighty dos mestres da arte 2D da WayForward Technologies não é um Mega Man, nem um Metroid, como muitos acharam quando ele foi anunciado. Switch Force!, é, na realidade, um jogo de quebra-cabeça disfarçado de shooter old-school.

E por sua apresentação familiar e excelentes elementos de jogabilidade, ele merece uma menção em nossa lista. Para ser bem-sucedido neste título de eShop são necessários reflexos rápidos, raciocínio acelerado e muita precisão - ou seja: uma oferta perfeita para os que desejam ser desafiados em seus 3DS, mesmo que por curtos intervalos de tempo.

Nossa análise será publicada nos próximos dias.


Se há na indústria uma empresa que sempre faz justiça ao seu nome, esta é a Intelligent Systems. De suas mãos saem vários dos mais inteligentes títulos da Nintendo, desde Fire Emblem e Advance Wars até Paper Mario - e mais recentemente, Pushmo.

A nova experiência tem valor não apenas por desafiar constantemente o raciocínio lógico e a perseverança dos jogadores, mas também por sua apresentação simples e agradável e pelo genial modo de criação e compartilhamento de quebra-cabeças - que, montados com blocos, permitem que um Metroid ou Kirby tornem-se enigmas práticos.

Nossa análise será publicada nos próximos dias.


Four Swords é um daqueles títulos com potencial que acabam ofuscados por uma ou outra razão em particular - neste caso, sendo o modo multiplayer a única opção de jogo. Mas sendo um Zelda, é difícil ficar esquecido por muito tempo, pois os fãs, novos ou velhos, eventualmente tentam experimentar cada empreitada que a Nintendo tomou com a série. Four Swords, entretanto, não permitia isso. O jogo era unicamente multiplayer, e se, àquela época, era complicado reunir donos do título e se dispor numa rede de cabos Game-Link, hoje é mais ainda.

Sendo relançado em meio aos acontecimentos do 25º aniversário da franquia, a Nintendo resolve corrigir grande parte dos problemas do jogo - acrescentando um modo single player e um multiplayer local via wireless. Não bastasse isso, foram incrementados ao já excelente jogo novos estágios baseados em clássicos da série, comoLink's Awakening. Estes fatores somados justificariam a compra do título, porém esta, uma das melhores experiências em mídia digital do ano, foi distribuída como presente aos fãs no completar de um quarto de século de uma das maiores franquias da Nintendo.

Outras menções feitas pela Equipe durante a votação, em ordem decrescente de posições no ranking final: Bit.Trip Flux e Plants Vs. Zombies; FAST: Racing League; VVVVVV; Gnömz e Cut the Rope;Freakyforms: Your Creations, Alive! e Go! Go! Kokopolo.

A escolha dos leitores foi The Legend of Zelda: Four Swords Anniversary Edition. Confira o gráfico com todos os votos clicando aqui ou abaixo:




Expoente máximo do Nintendo 64, Ocarina of Time revolucionou ao introduzir muitos conceitos hoje considerados básicos para um jogo 3D. Essa remasterização para 3DS foi, portanto, muito óbvia, uma vez que nos permitiu revisitar o jogo sem a empolgação da época e ainda serviu como uma boa demonstração das capacidades 3D do portátil.

Seria esperado que um jogo de 13 anos hoje parecesse ultrapassado, mas Ocarina of Time resistiu ao teste, provando que verdadeiros clássicos, mesmo que sejam superados, jamais perdem força. Ainda aguardamos ansiosos por um Zelda desenvolvido especificamente para o 3DS, mas Ocarina of Time 3D foi uma bela forma de iniciar a série no console.


Dizem muito por aí que Xenoblade Chronicles saiu no mundo para dar esperança. Para alguns, esperança de que ainda há salvação para o gênero dos RPGs japoneses, há muito perdido em meio a clichês e erros recorrentes de seus criadores. Para donos do Wii, esperança de que não apenas de Zelda e de jogos de plataforma seu console passaria seus últimos anos. E para outros ainda, esperança de que a Nintendo não perdeu ao longo dos anos a capacidade de criar experiências grandiosas a partir de ideias novas.

São muitos olhos virados para o futuro, para o que pode ser... Quando o presente está aqui e é muito bom. Xenoblade Chronicles é ousado, abusando do pobre hardware que o abriga ao limite, e com sua criatividade e capacidade de divertir pelos detalhes e quantidade de conteúdo ensina, em seu posto de nova IP, muita coisa para veteranos do gênero que se perderam pelo caminho. Isso tudo é agora.


Uma geração inteira praticamente na expectativa do que seriaSkyward Sword. Mesmo sendo lançado no final de vida do Wii (ou perto dele), este novo episódio da série The Legend of Zeldaconseguiu surpreender, o que, paradoxalmente, não se trata de nenhuma surpresa no que se refere às aventuras protagonizadas por Link.

Difícil tarefa dizer o que se sobressaiu em Skyward Sword. Seu visual impressionista, com tons aquarelados, numa paleta rica em cores? Seus personagens carismáticos, destacando-se uma relação mais próxima de Link com Zelda? A jogabilidade precisa, inovadora e diversificada proporcionada pelo Wii MotionPlus? Algumas mudanças estruturais como no sistema dungeon/overworld ou até mesmo nos menus, agora acessado em tempo real? A trilha sonora magistralmente orquestrada? Certamente todos estes elementos contribuíram para que The Legendo of Zelda: Skyward Sword se estabelecesse como um dos melhores jogos de Wii e desta geração.

Outras menções feitas pela Equipe durante a votação, em ordem decrescente de posições no ranking final: Pokémon Black e White;Super Mario 3D Land; Mario Kart 7; Rayman Origins; Star Fox 64 3D; Ghost Trick: Phantom Detective.

A escolha dos leitores foi The Legend of Zelda: Skyward Sword. Confira o gráfico com todos os votos clicando aqui ou abaix
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