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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


Ninjas, equipa de resgate, viajantes no tempo, viajantes no espaço...são muitos os temas já usados para as múltiplas séries das personagens Power Rangers. No entanto, estas continuam populares e conseguem sempre arranjar temas novos para definir os Rangers de cada geração. A mais recente é Power Rangers: Samurai, cuja equipa é feita de descendentes de samurais que no passado combateram o mal. Agora, os malvados Nighloks ameaçam a Terra e cabe aos novos Power Rangers derrotá-los.

Power Rangers: Samurai pega no género mais simples e natural para adaptar à série, um "beat’em up" a duas dimensões em ecrã horizontal, o que significa que vamos andar pelos cenários a distribuir pancada por todos os inimigos que se cruzem no nosso caminho. Existem dez missões ligadas por um enredo que segue os eventos da série televisiva e que é contado através de texto e fotos da série. As missões, que por norma requerem apenas que avancemos numa direcção até chegarmos ao "boss", põem-nos a procurar certos itens deixados pelos inimigos para chegarmos ao fim. Já os "bosses" estão divididos em duas partes, primeiro numa batalha individual entre este e a personagem que escolhemos e segundo, num combate entre o "boss" já transformado em gigante e um dos poderosos Megazords dos Power Rangers. 

No início de cada missão podemos escolher o Ranger que quisermos, excepto os que ainda não tenham sido desbloqueados. Infelizmente, para além de diferenças nos poderes de ataque e de defesa, nada mais os distingue e só um dos ataques especiais é diferente entre cada um. Assim, para além de tornar alguns Rangers obviamente mais fracos que outros, esta variedade de escolha não traz nem diversidade, nem qualquer utilidade em escolher um em detrimento de outros, excepto para alguns obstáculos que apenas podem ser destruídos com o já referido ataque especial, mas que ainda assim não nos impedem de os ultrapassar. O único Ranger realmente diferente é o Gold Ranger, sendo apenas desbloqueado depois de chegarmos à segunda metade do jogo. 


Rodar a roda em baixo permite temporariamente ficar mais poderoso.
Em termos de combate, temos um ataque rápido, um ataque forte, um ataque especial rápido e um ataque especial forte, para além das suas variantes aéreas. Temos também a capacidade de bloquear os ataques dos inimigos, protegendo o nosso Ranger. Os controlos funcionam bem, apesar de se notar uma pequena lentidão na resposta. Os ataques podem ser executados de forma a fazer algumas combinações básicas. O combate simples até poderia funcionar bem, não fosse a escolha de inimigos ser extremamente limitada, existindo apenas três tipos de inimigos que mudam de aspecto e aumentam o poder e a vida à medida que vamos avançando no jogo, mas que não mudam em nada a sua rotina. Temos assim o típico inimigo de combate corpo-a-corpo, o inimigo que usa ataques de longa distância (neste caso setas), e o inimigo voador. Com um combate simplista e falta de variedade de adversários, o jogo torna-se repetitivo rapidamente e como não apresenta grande dificuldade, acaba por cair na monotonia. Ainda assim, ainda consegue divertir, especialmente se forem fãs da série de televisão. Já os "bosses" trazem alguma variedade ao jogo, mas não passam de inimigos mais fortes com alguns padrões de ataques e combinações mais fortes e diferentes.

Piores são as batalhas entre os Megazords e os "bosses", algo que poderia ser a parte especial deste jogo, mas que é de longe o pior. Estas consistem em fazer girar um disco no ecrã táctil de forma a aumentar a barra de ataque e tocar num círculo quando esta estiver cheia para atacar. Neste ataque, é necessário carregar de novo no círculo no momento certo em que uma circunferência (que vai ficando menor) tenha a mesma área do dito cujo, para que o ataque não possa ser bloqueado pelo oponente. O adversário, por sua vez, não fica parado e também vai enchendo a sua respectiva barra de ataque, sendo possível defendermo-nos das suas investidas carregando a tempo no ecrã táctil, nos cantos que indicam "block". Outra mecânica presente é a possibilidade de mandar "counters", que são feitos quando bloqueamos um ataque do adversário e este enche ao máximo a barra de ataque. Os "counters" são mais dificilmente bloqueados pelo adversário e por norma provocam mais danos. Importante não esquecer que existem seis Megazords para escolher, sendo desbloqueados à medida que progredimos no jogo, mas tal como na escolha de Rangers, apenas mudam o ataque, a defesa e a velocidade com que enchemos a barra de ataque.

Para além de derrotar inimigos, as missões também possuem pequenas secções de plataformas, círculos que temporariamente aumentam a velocidade ou os saltos e alguns caminhos extra. No entanto, todas estas partes são de uma banalidade que nada acrescentam ao jogo. Isto para não falar que muitos dos cenários se repetem ao longo das missões. 


O Gold Ranger é muito mais poderoso que todos os outros.
Não contem com Power Rangers: Samurai para vos entreter muito tempo, porque não apresenta mais nada para além das dez missões que podemos completar em três horas. O único factor que aumenta a longevidade é aumentar a pontuação e classificação em cada missão, contribuindo para isso vários factores como o número de inimigos que derrotamos em cadeia ou o tempo que demoramos a completar a missão. Existe um menú para introduzir "passwords" que desbloqueiam alguns modificadores para as missões, mas para além da que consta no manual, não se encontra mais nenhuma nem é especificado como e onde as podemos encontrar. 

O campo gráfico é mediano, não tem nada de particularmente medíocre, mas também pouco ou nada puxa pela DS, contando mais com a direcção artística para o tornar bonito, sendo esta bastante genérica. Apenas o ambiente visual, limpo e claro, é digno de elogio. De resto, o jogo é bastante fluído sem grandes problemas técnicos. Quanto à sonoplastia, a aposta foi numa banda sonora virada para o rock, composta por muitas guitarradas e temas electrizantes. Apesar de não estar ao nível das grandes produções, as músicas são bastante interessantes e adequam-se perfeitamente ao estilo de jogo, lembrando um pouco os clássicos da era 16-bits. Como não podia deixar de ser, podemos contar com o nostálgico tema principal dos Power Rangers, com vocalizações. O único problema encontrado deve-se à imensa repetição de cenários, que leva à consequente repetição das músicas. Os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel com várias explosões e choques de armas, mas os efeitos com as vozes das personagens acabam por se tornar irritantes.

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